quinta-feira, 27 de março de 2014

A VISÃO DE EINSTEIN SOBRE DEUS


“Sem religião, a ciência é manca; sem ciência, a religião é cega.”  (...)  A verdadeira visão do mais famoso gênio do século 20 sobre o tema, porém, é bem mais complicada.

(...)

Deixemos que o próprio Einstein explique, afinal de contas, qual sua visão sobre a existência/inexistência de Deus:
“Não posso provar para você que não existe um Deus pessoal, mas, se eu fosse falar dele, seria um mentiroso. Não acredito no Deus da teologia, que recompensa o bem e pune o mal. Meu Deus criou as leis que resolvem esse problema. O Universo dele não é regido por nossos pensamentos e desejos, mas por leis imutáveis.”

Ao mesmo tempo, Einstein se dizia um sujeito extremamente religioso — mas no sentido de que era tomado por um “sentimento religioso cósmico”, que ele comparava ao pensamento de São Francisco de Assis (erradamente, desconfio) e do filósofo judeu holandês Baruch Spinoza (1632-1677). O indivíduo que adota essa perspectiva, diz Einstein, “sente a futilidade dos desejos e objetivos humanos e a sublimidade e maravilhosa ordem que se revelam tanto na natureza quanto no mundo do pensamento”, chegando ao desejo de “experimentar o Universo como um todo único e significativo”. Esse estado de espírito seria a “evolução” máxima das religiões primitivas, desde que se permitisse que a ciência “purificasse o impulso religioso do peso de seu antropomorfismo”, ou seja, da tentação de enxergar o divino com características humanas.

Com base nessa visão, Einstein chegou até a afirmar, de modo aparentemente paradoxal: “Se você reza e pede benefícios a Deus, não é um homem religioso”.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O GENOMA E A SABEDORIA INICIÁTICA DAS IDADES

Fernando Brasci

Nos últimos dias, muito se tem escrito e lido sobre o projeto genoma. Estamos a ponto de desvendar um dos mais intrigantes enigmas da ciência: Qual é o segredo da vida? Qual é a unidade básica que forma a vida? Hoje sabemos que a célula é a unidade básica dos seres vivos, porém, por muito tempo constituiu um mistério o fato de que, apesar de todos os seres vivos terem uma composição celular (com exceção dos vírus), cada um possui características próprias, que podem ser passadas para seus descendentes. Qual seria o mecanismo dessa transmissão das características hereditárias?
Hoje, graças ao enorme avanço da Biologia, sabemos que o interior do núcleo celular é constituído por filamentos constituídos por uma série de moléculas de DNA (ácido desoxiribonucléico) que formam os cromossomos.
Na espécie humana, são 23 pares de cromossomos que guardam uma seqüência de 3,2 bilhões de bases nitrogenadas e que constitui o genoma, formando as letras do alfabeto da vida, capazes de codificar todas as características físicas de uma pessoa.
Por outro lado, a Sabedoria Iniciática das Idades, hoje com o nome de Eubiose, há muito vem trazendo, embora de maneira um tanto quanto oculta, esses conhecimentos.
O princípio hermético da correspondência diz: “O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima”. Assim como se lê nas escrituras sagradas das religiões judaico-cristãs: “O Homem foi criado à imagem e semelhança de Deus”. Mas o que significa isso?
Sob o ponto de vista puramente biológico, podemos afirmar que o homem é um Universo em miniatura. Somos formados por cerca de 100 trilhões de células (100 billhões delas no cérebro). São essas células que se juntarão para formar os tecidos que, por sua vez, formarão os órgãos, que trabalharão em conjunto para manter a vida. Esse número astronômico de células supera o número de estrelas de nossa galáxia.
Devemos abandonar a idéia de que a consciência está restrita ao sistema nervoso central. Cada célula de nosso corpo possui um “quantum” de consciência, cada uma é consciente do trabalho que deve desempenhar na manutenção da vida. O conjunto dessas mini-consciências é que forma a consciência integral do homem.
O Todo nas Partes e as Partes no Todo – Cada uma de nossas 100 trilhões de células possui as informações necessárias para gerar um organismo completo, armazenadas nos 23 pares de cromossomos do núcleo celular (22 pares autossomos, mais os cromossomos sexuais X e Y). A ciência iniciática, por sua vez, guarda todo seu conhecimento, simbolicamente, em 22 lâminas que formam os arcanos maiores, sob a égide dos Gêmeos Espirituais, ou Parelha Manúsica).
Sabemos que o Planeta Terra, assim como o Homem, pelo fato de estarmos vivendo um quarto período evolutivo cósmico, é regido pelo quaternário. Temos portando: os Quatro Elementos, as Quatro Estações do Ano, Os Quatro Senhores da Evolução, Os Quatro Animais da Esfinge, As Quatro Naturezas já Realizadas (Os Quatro Reinos da Natureza) etc. Na tradição hebraica, o nome de Deus é composto por quatro letras: Iod, Hé, Vau, Heth, formando o Tetragramaton Sagrado. Por isso somos “feitos à imagem e semelhança de Deus”.
Todo esse Sistema Quaternário se reflete na constituição celular na forma de bases nitrogenadas que formam a estrutura do DNA. Apesar de o genoma ser formado por 3,2 bilhões de bases, estas são apenas de quatro tipos: Adenina, Timina, Citosina e Guanina (A, T, C e G) e formam o alfabeto da vida, juntando-se três a três, para formar palavras de três letras: os aminoácidos que irão construir as proteínas. O ternário e o quaternário se juntando para formar a vida. Combinando-se as quatro bases nitrogenadas três a três, teremos 64 possibilidades de combinações (64 hexagramas do I Ching), mas formarão apenas 22 aminoácidos (Arcanos Maiores).
Se por um lado o estudo do genoma humano chegou à conclusão de que todas as formas de vida possuem as mesmas estruturas moleculares, chegamos também à conclusão que somos um universo em miniatura e que somos regidos pelas mesmas leis universais. Somos deuses em miniatura.

Fernando Brasci é Biólogo e Sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Eubiose

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

DECIFRANDO A "MENTE DE DEUS"

Por que sempre buscamos ver a natureza em ordem?

Somos amantes da regularidade.
O que foge aos padrões da normalidade, o comportamento irregular, inesperado, incontrolável, é sempre visto com censura ou mesmo com medo. Isso é tanto verdade na sociedade quanto na natureza.

Quando os primeiros humanos olharam na direção dos céus, perceberam que existiam dois tipos de fenômenos. Os que se repetiam regularmente, como o ciclo das estações do ano, e os inesperados, como o aparecimento de cometas.

Reconhecer esses padrões regulares se fez necessário para a nossa sobrevivência como espécie. Se um caçador na floresta via algo que fugia ao normal, logo ficava alerta. Podia ser um predador, um inimigo ou, com sorte, comida. Evoluímos com a capacidade mental de reconhecer padrões.
A matemática nada mais é do que a linguagem que criamos para descrever esses padrões. Na geometria, descrevemos os padrões espaciais, as formas da natureza e as suas simetrias. Na aritmética e na álgebra, lidamos com padrões entre números e suas relações.

Quando Pitágoras criou sua seita no sul da Itália, em torno de 600 a.C., seu objetivo místico-filosófico era a compreensão dos padrões da natureza através da matemática.

Para os pitagóricos, tudo era número. A essência do conhecimento começava com a matemática e terminava na descrição da mente do "criador" -da sua criação- como um elaborado mosaico de padrões. O filósofo era quem se dedicava a esses estudos, uma espécie de matemático-sacerdote. É natural supor que, com o desenvolvimento da ciência, essas idéias tenham caído em desuso.
Afinal, nenhum matemático ou físico moderno -ou quase nenhum- se diz um místico em busca de desvendar os segredos matemáticos da mente de Deus. Porém, é talvez surpreendente o quanto essa metáfora ainda é usada, o "desvendar a mente de Deus" como sendo o objetivo final da ciência. Um exemplo recente é o de Stephen Hawking em seu livro "Uma Breve História da Tempo". Como o dele, existem vários outros. Por que isso?

A história é longa demais para uma coluna (estou escrevendo um livro sobre o assunto), mas podemos começar a partir de Kepler. No início de século XVII, ele tentou criar um modelo geométrico do cosmo usando os cinco sólidos platônicos (o cubo e a pirâmide são dois deles). A idéia, meio genial e meio louca, era realizar o sonho pitagórico, obter o padrão geométrico da criação.

Pulando para Einstein, sua teoria da relatividade foi o próximo grande passo. Claro, o modelo de Kepler estava errado e a teoria de Einstein funciona muito bem.
Einstein, influenciado por Spinoza que, por sua vez, foi influenciado por Platão que, por sua vez, foi influenciado por Pitágoras, queria obter uma descrição geométrica do mundo, que ele atribuía à uma inteligência abstrata. Não o Deus judaico-cristão, com certeza. Mas a racionalidade que via manifesta nos padrões do mundo à nossa volta.

Einstein passou as últimas duas décadas de sua vida buscando por uma teoria unificada das forças gravitacional e eletromagnética. Para ele, essa unificação era inevitável, a expressão mais cristalina da inteligência da natureza.
Einstein falhou em sua empreitada, mas outros continuam buscando por essa unificação geométrica, a versão científica da "mente de Deus".

A falta de resultados experimentais indicando a direção certa dificulta muito as coisas. Ou, talvez a natureza esteja tentando nos dizer algo: a ordem que tanto buscamos nela é, na verdade, a ordem que buscamos em nossas vidas.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo

domingo, 7 de setembro de 2008

Gary Francione e os direitos animais

O que são direitos animais? Hoje, a teoria que os esclarece melhor é a do filósofo, advogado e ativista Gary Francione. Há mais de vinte anos, ele atua como consultor de organizações e militantes autônomos de proteção animal, ao mesmo tempo em que defende a completa abolição do uso de animais para fins humanos. Em seu modo de ver, a abolição não é só justa, é também possível.

Sua teoria pode ser conhecida pelo público brasileiro em textos traduzidos para a nossa língua, divulgados no site: http://www.gato-negro.org/content/blogsection/7/48/ Recomendamos, especialmente, o texto "Esclarecendo o significado de direitos", no qual identificamos três pontos básicos:

Valorização da senciência animal – Francione argumenta que todo animal senciente, isto é, capaz de experimentar sofrimento, é por necessidade consciente de si mesmo, sendo possuidor dos mais diversos interesses, um dos quais é viver livre de interferência alheia. Cada animal possui estas características à sua própria maneira, em função do que desenvolve um modo de vida particular, que pode ser bastante diferente do humano, mas nem por isso pode ser considerado inferior. Valorizar a senciência animal, portanto, consiste em estender o respeito às diferenças, que já foi consagrado na esfera humana, para o conjunto dos animais, reconhecendo-se que são indivíduos com uma existência independente da nossa.

Defesa do direito básico a não ser tratado como propriedade – Francione afirma que tratar um indivíduo como propriedade é a suprema violência que pode ser cometida contra ele, pois este tratamento significa reduzi-lo à condição de objeto, o que autoriza que seja usado para fins alheios e inviabiliza um reconhecimento efetivo de seus interesses. No passado, até mesmo seres humanos foram rotulados como propriedade, e só quando lhes foi reconhecido o direito básico a não serem tratados assim tornou-se possível respeitá-los. Francione aponta que os animais sofrem, ainda hoje, a imposição do status de propriedade, mas também são merecedores do direito à liberdade, de viverem sem intromissão alheia.

Defesa da abolição do uso de animais para fins humanos – A partir dessas considerações, Francione conclui que todas as formas de uso de animais são inaceitáveis, e é dever de nossa sociedade aboli-las. Isto se torna mais fácil na medida em que estes usos não nos proporcionam nenhum beneficio que não possa ser obtido de outras formas, bastando que deixemos de consumir os produtos da exploração animal, e assim motivemos uma gradual transformação na economia e nos costumes. Em primeiro lugar, cumpre que sejamos capazes de refletir sobre esta questão levando em conta a justiça, e não interesses que são apenas nossos.

Cabe lembrar aqui outro aspecto fundamental da teoria de Francione, e que ele desenvolve em outros textos. Trata-se da importância de assumir uma postura pessoal contra a exploração dos animais, evitando consumir qualquer um de seus produtos. Isto equivale a adotar o chamado veganismo, que implica em mudar padrões de consumo, seja na alimentação, seja no vestuário etc - o que é perfeitamente viável, embora possa exigir algum esforço de nossa parte. Segundo Francione, isto não representa uma tentativa de se alcançar um ideal de "pureza", pois isto é literalmente impossível numa sociedade baseada na exploração de outras espécies. Entretanto, ser vegano é o caminho mais seguro, se queremos ter certeza de que estamos fazendo o que está em nosso alcance para enfrentar esta realidade, contribuindo para transformar não só os métodos de produção na indústria, mas também o pensamento predominante em nossa cultura, no que diz respeito aos animais.

Não há dúvida de que os direitos animais, que consistem na abolição de seu uso por nós, têm o potencial de acarretar uma profunda mudança em nosso modo de vida. Mas será uma mudança no sentido de nos tornarmos mais humanos, deixando de impor nossa força sobre seres mais fracos. Os animais são totalmente vulneráveis a nós, e isto só aumenta nossa responsabilidade por eles, nunca o contrário.

CPDA – Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais

domingo, 3 de agosto de 2008

BIOLOGIA DENTRO DA CONSCIÊNCIA

Amit Goswami, O médico Quântico, págs. 98-99.



A biologia [...] necessita urgentemente de uma mudança de paradigma [...].


Comecemos com o problema da consciência. Os neurofisiologistas tentam aplicar sua metodologia reducionista para compreender a consciência como produto de processos cerebrais, interações neuronais. Mas como mostrou o filósofo David Chalmers, de que modo esse enfoque pode ter sucesso? Uma abordagem reducionista só pode ser bem-sucedida se criar um modelo para um objeto em termos de objetos mais simples, mas a consciência não é apenas um objeto, ele é também um sujeito.


Se a biologia não consegue explicar a consciência, é tempo de pensar se uma base metafísica do primado da consciência, a base que a física quântica está nos oferecendo, pode explicar os vários fenômenos que a biologia deixa sem explicação.


Para uma apropriada biologia dentro da consciência, precisamos pressupor que uma única célula viva já está articulada para medição quântica auto-referencial. Suponha que uma medição quântica para uma célula viva seja também uma hierarquia entrelaçada, semelhante ao caso do cérebro. Quando a conciência produz o colapso dos estados da célula, ela se identifica com a célula auto-referencialmente, uma identidade que chamamos de vida, algo distinto do ambiente.


Em sua natureza fundamental, essa identidade é uma identidade com a vida toda, uma vez que a vida toda tem origem nessa primeira célula viva. Acompanhando James Lovelock, chamo essa identidade "consciência de Gaia". Essa identidade fundamental então se propaga ainda mais num jogo alternado de criatividade e condicionamento, muito à semelhança do desenvolvimento do nosso ego.


[...] O ambiente, a natureza, não é realmente o nosso inimigo [...] o ambiente é nós. Sua separação de nós é um jogo ilusório.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A ECOLOGIA PROFUNDA E OS NOVOS VALORES ÉTICOS

Recebi o texto abaixo do CPDA – Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais e estou divulgando, pois o conteúdo está muito de acordo com os objetivos desse blog que é o de apontar pontos de contato entre ecologia e espiritualidade:
"Por ecologia profunda podemos entender uma nova tendência do pensamento ecológico, que tem implicações tanto filosóficas como práticas muito importantes.
Uma definição essencial da ecologia profunda é apresentada por Fritjof Capra, no Capítulo 1 de seu livro "A teia da vida". Nesta definição, ressalta uma diferença básica em face do pensamento ecológico tradicional:
"A escola filosófica foi fundada pelo filósofo norueguês Ame Naess, no início da década de 70, com sua distinção entre 'ecologia rasa' e 'ecologia profunda'. (...)
"A ecologia rasa é antropocêntrica, ou centralizada no ser humano. Ela vê os seres humanos como situados acima ou fora da natureza, como a fonte de todos os valores, e atribui apenas um valor instrumental, ou de 'uso', à natureza. A ecologia profunda não separa seres humanos - ou qualquer outra coisa - do meio ambiente natural. Ela vê o mundo não como uma coleção de objetos isolados, mas como uma rede de fenômenos que estão fundamentalmente interconectados e são interdependentes. A ecologia profunda reconhece o valor intrínseco de todos os seres vivos e concebe os seres humanos apenas como um fio particular na teia da vida."
De modo que há na ecologia profunda uma concepção inovadora do ser humano e da natureza. Como foi dito, isto tem consequencias importantes que precisam ser compreendidas. A esse respeito, permitimo-nos fazer dois comentários:
1) A ecologia profunda conduz a uma visão que transmite o verdadeiro significado de nossa presença no mundo, que é o de sermos um elo na cadeia da vida, e não a causa ou a finalidade de tudo que existe. Enquanto nos consideramos muito especiais, sentimo-nos justificados para impor qualquer dano à natureza e aos outros seres, sempre que isto nos permite realizar algum fim que julgamos importante para nós. Na verdade, somos tão efêmeros como o mundo que nos cerca. Não nos tornaremos mais do que isso pela prática de vandalismo contra a natureza e crueldade contra os seres em nosso redor. Mas podemos evitar que tais atitudes degradem a nós mesmos, através de uma postura digna em face da natureza e das espécies vivas.
2) A ecologia profunda nega a hierarquia de valor que coloca o ser humano acima de tudo que existe. Isto equivale a afirmar que o ser humano tem um valor que lhe é próprio, o mesmo se aplicando a cada ser vivo no planeta. Negar a hierarquia, portanto, significa esquecer noções de superioridade, inferioridade ou mesmo igualdade, pois todas estas implicam em rotular os seres, numa comparação com outros. Na verdade, cada elemento no universo cumpre o seu próprio fim, independentemente do valor que lhe atribuímos. Evitar a hierarquia é ver a natureza e os seres vivos como são de fato, sem apontar o que têm de "certo" ou "errado", com base em critérios que só servem para nós mesmos.
Estas considerações sugerem que a humanidade, embora possa continuar buscando a satisfação de seus interesses, precisa avaliar até que ponto esses interesses são eticamente legítimos, e em alguns casos deve até mesmo desistir de alguns deles. Há que se levar em conta estes fatores: o equilíbrio das relações naturais - o que já começamos a fazer, mas de maneira ainda muito incipiente; e a capacidade de alguns seres, nomeadamente os animais, de sentirem o impacto de nossas ações - o que proíbe que façamos a eles o que não queremos para nós mesmos.
A partir do momento em que conseguimos reconhecer outros valores em nosso redor, tornamo-nos obrigados a considerar estes valores em todos os nossos atos. Até hoje, nós seres humanos ainda não conseguimos sequer levar em conta o nosso próprio valor, haja vista que nos prejudicamos de tantas maneiras. Talvez, apenas quando ampliarmos o alcance de nossa ética, conseguiremos usá-la para beneficiar a nós mesmos."
Referência: Capra, Fritjof. A teia da vida. (Capítulo 1). Excerto no site: http://www.humanas.unisinos.br/professores/hbenno/ecolprof.htm
Gratos pela atenção,
CPDA – Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais
DIVULGAÇÃOwww.gatoverde.com.brem Defesa dos Direitos Animais

sexta-feira, 20 de junho de 2008

PALAVRAS DO MESTRE

O cientista que raciocina segundo o plano da percepção dos sentidos é o que se acha mais afastado do reconhecimento da verdade, porque toma as ilusões produzidas pelos sentidos como realidades e repele as revelações de sua própria intuição. O filósofo, incapaz de perceber a verdade, procura adquiri-la por meio da inteligência, podendo dela aproximar-se até certo ponto. Só aquele que adquiriu a condição consciente da verdade, reconhecendo-a por percepção direta, a ela se acha intimamente unido e não pode absolutamente enganar-se.
Henrique José de Souza